segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Gripe e mudanças

Deito os lenços ranhosos para o chão, afasto o cobertor e sento-me. - Afinal mal dei conta das horas passar. Gripes apanham o corpo e alma.

Obrigo-me a escrever, afinal já vai tempo demasiado longe de rascunhos, e a minha cabeça já não aguenta mais o fervilhar de teclas imaginarias.  Dentro de mim uma maquina de escrever antiga e com um toque simples escreve todos os momentos que pode.
Mudei sem sair do mesmo sitio, a cidade que me acolhe é a mesma, os desconhecidos são os mesmos. A calçada ,que é preciso percorrer, está mais gasta mas continua igual, o autocarro é o mesmo mas com um destino mais longínquo.  O desafio cresceu, e eu apanho-me no mundo dos crescidos. Absorvo tudo o que posso para mais tarde aplicar.
Mudei mas não mudei morada. O quarto levou uma volta que até cor-de-rosa usa, as memórias continuam na parede, mas em menos quantidade - acho que aprendo agora a ser selectiva.
Mudei mas o café é o mesmo, e a distancia entre pessoas mantém o mesmo milímetro afiado
Mudei e aprendi finalmente que nem sempre devemos esperar daqueles a quem entregamos o que temos e queremos .
O tempo mudou, o verão perdeu-se no caminho e nem quando volto ao ninho dos meus pais o tempo é igual.
Fiz mudanças que ainda não consigo processar e que guardo no bolso junto de papeis. Afinal, as mudanças não são repentinas e na minha cabeça há sempre agitação .
Mudei e não conheço esta sensação de medo e vontade de ficar bem quieta. Sempre quis ser e fazer.
Mudei mas não perdi o sensor de cuidar e salvar. Perdidos e achados.
Mudou-se e eu perdi o comando de pedido de auxilio.

Quem poderia adivinhar que vivo uma batalha campal na minha mente e sinceramente ainda não entendi bem porque raio isso acontece. Eu que dizia ser racionalmente correcta, e sabia sempre explicar-me. Afinal mudou qualquer coisa que não me apercebi.

A verdade é  que quero regressar para aquilo que estava bem em mim, para aquilo que nao pedi que me levassem nem queria que roubassem.



                                                                                                                                 Ella.

domingo, 13 de julho de 2014

escrevo e não digo


https://www.youtube.com/watch?v=JtZP0A6EvoA

.. Não vás.
Ainda ouvi pouco da tua alma, e nem disse que apreciei cada pedaço do que fomos.
O tempo voa, e hoje sonho acordada, ainda bem que o caminho é longo.
Não sou deslogada, não sei se acredito no que penso se gostava de fazer o que digo. Certo, é aquilo tudo que passa por viagens.

Não vivo com vazios, mas em minutos como este ... (será que não haveria um escritor que pudesse escrever aquilo que eu bem tento entender e dizer ? )Os dias são diferentes desde o momento que queremos. Sei-te só de saber a forma como ris. O silencio foi e será o forte entre "isto tudo". O ser humano não pode voltar a trás, as coisas têm continuidade. Mas será-me permitido dizer que pouco me faz para mim esse facto?!
Quem sabe de mim? Eu . - pelo menos deve ser .
O caminho não tem só obstaculos, mas sinceramente prefiro nao ter que lidar com responsabilidades agora - ninguem pode censurar, afinal calha a todos desligar um pouco.
A unica coisa que eu gostava de ter neste momento..Não posso dizer, porque até a mim me confunde.
Talvez este silencio e vento na janela me faz pensar que por muito tempo que passe, há qualquer coisa em mim que não sai, tipo da lapela do casaco (Lembrar-me de uma metáfora estapafúrdia ajuda-me a controlar.)

https://www.youtube.com/watch?v=N9CbhqnAuBc                   -  Procurei confrontar-me , mas na realidade.. surgiu-me um sorriso e disse nada.



                                                                                                               Ella.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Adivinhar (-se) ..

Estes dias, de um lado para outro. Mas na realidade eu sei bem onde precisava de estar.
Estas noites, onde o trabalho enche o chão a mesa e o sofá. Mas a realidade é que pulam palavras sentidas que gostavam de "sair".

Hoje, conclui ,perdida entre a observação da calçada no fim de tarde quente... Conclui que não é tempo de ficar com coisas por dizer. mas hoje optei por calar novamente.
Invisibilidade? - Como era bom se conseguisse transferir tudo o que penso para uma caixa e deixar na morada.
Não adivinhas?!
Eu prendi o perfume e selei a memória.
Não adivinhas?!
Optei por cuidar, e valorizar o que tenho.
Não adivinhas?!

Quantas vezes me encontro perdida em "derivados de sonhos" , e digo para mim mesma que assim não pode ser. Mas a realidade é que vivo com o medo dentro dos meus tênis, esse medo que me fez.
Não adivinhas?!

Por saber o bem que (te) tenho, calo-me.
Mas assim, não fica um ponto morto? Que poderá ser tão dificil de explicar ?
Não adivinhas?

Foge-me a razão, e logo encontro mil e uma razões..
Não sabes?!

                          Quem faz o que quer pela mão da verdade?
                           Posso parar o tempo e prender um copo de vinho ?
                          Escrever não ajuda na medida que não se adivinha...
                                                       ... Pois adivinhar.. é proibido.

                                                                                                                                                 ELLA.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Palavras (Des)conectadas .

https://www.youtube.com/watch?v=JDZaiM8oAOU



Quando vires que  passa, e não há retorno. 
Quando ouvires e não souberes o que dizer , por não ser o correcto.
Cruzei as pernas, abri uma janela. 
Chega de papeis onde parece tudo organizado e feliz. 
Se não está, é tempo de o fazer estar.
Já vamos em Maio, e eu nem dou conta de que dia. 
Não peças que te entendam, entende-te tu.

Que tempos estes, que nem escrever resulta. Quantas folhas comecei e não terminei por me perder sem saber ao certo o que estava a escrever. E quem diz escrever, diz falar.
O ponto de ebulição, aquele em que tudo precisa ser reorganizado e não se sabe bem por onde ir. Esse mesmo.
Entendo que as pessoas, são muito .. mas também são pouco. Não vivo revoltada com isso, acho que já aprendi a entender desta maneira. Mas, ao olhar para lá do meu canto, pergunto-me por onde devo procurar fazer mais. Há demasiado transito de pessoas,carros, ideias e de rotinas.
Dou por mim a desejar , mas porquê desejar se posso fazer das minhas coisas algo maior?!

Não se entende que por vezes devemos ter cuidado onde pisam as nossas palavras e principalmente as nossas acções?
Ouves-te a ti, e não perguntas ao que está ao teu lado se está bem.
Acordei um dia e vi que nada é assim tão real. Que é preciso contornar egoismos e principalmente é preciso viver de força individual .
Estou bloqueada, e estas palavras não se relacionam, mas hoje neste fim de dia.. é só a vontade de tentar libertar qualquer coisa que me consome uma ponta de alma.

Alma?! Afinal, de que se alimenta "isso"? De sucessos profissionais? De relacionamentos (que detemos como certos) ? De carinhos? De conversas? De quê?


- Há em todos os meus dias, um momento que recordo o tempo que "aqui vivo" .. por vezes sinto que não foi o que pensava. Mas depois vejo que foi o que tinha que ser. Não acontece o mesmo com sonhos?


                                                                                                                                 Ella.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Monologo deslocado.

https://www.youtube.com/watch?v=jsFHvTVTKLU 

Olha, desculpa, ouves-me?

Está ruído, o fio condutor não está nas melhores condições. Mas.. preciso falar-te.
Escrevo tão rápido como as palavras saem do buraco do coração.. Onde fica a coragem quando precisamos ?
Se conseguisse fazer tudo o que imagino que deveria fazer, talvez tivesse tudo. Mas não é assim que funciona, os receios existem, e as pessoas.. As pessoas são Humanas e só isso justifica muito a falta de coragem.
Não sei onde estás, nem sei como me colocar perante isto.
                                                                                                  Se conseguisse chegar-te, e dizer-te que os meus Olhos se  perdem num vazio estranho.. quando procuro uma só razão .Não me entendo, e pior .. não sei como entender.
O egoísmo, leva-nos a uma forma estranha de cuidar. Vivo dias que não gosto de perguntas , não sei responde-las. Tu deverás saber o que isso é. Mas sinceramente, antes de adormecer desejo sempre fazer-te umas quantas. E adormeço perguntando-me a mim mesma se algum dia poderia saber essas respostas. No dia que nasce.. deixo-as de baixo da almofada e não questiono nem deixo ser questionada.

Como se vive apenas da razão e da verdade?! Se por vezes a verdade contorna a razão , e vive de outra coisa? Vive de ti.
Hoje não quero fazer nada, não quero estudar o que tenho que estudar... não quero dormir, o que preciso tanto de dormir...aptece-me fazer uma magia, e enterrar na tua sombra o que escrevo.
Não vivo à espera de nada, não vivo esperando que mude o que eu não faço para mudar. Mas por vezes, por horas.. era bom que chegasse uma magia.

Não gosto de tristezas nem lamentos, e decidi que esse "casaco" não visto mais. Não posso , e mais... se dedico a cuidar de quem sinto que devo cuidar preciso de vestir casacos que me façam feliz... - mas dou por mim a sussurrar o quanto sabia bem receber um cuidado delicado. - O verbo "SER FELIZ" , quem conhece realmente? Tu conheces?
Não tenho medo de ti, tenho medo das circunstancias... Engraçado como digo o que não digo .
Este mundo vive agarrado, agarrado a "clichés" , vive agarrado a "teorias". E se o verbo "Arriscar" fosse utilizado?
E se o vazio não existisse? E se a solidão não fosse vizinha?

                                                                                        Entro num jogo de palavras, de desvairos e não encontro outra maneira. não seria eu, se não fosse assim.

Procura-me,  eu escrevo.

                  Encontra-me, eu sorrio.

                                            Diz-me, eu fico.

                                                         Pergunta-me, eu procuro.

                                                                                    Faz-me , eu permito.

                                                                                                                   Cuida-me, eu salvo-te.

                                                                                                                        Ella.



sexta-feira, 28 de março de 2014

Está..



Sentei-me, o fim da semana chegou .
Decidi olhar e ver em volta, tudo está bem: as pessoas continuam envoltas nas suas rotinas, eu tento escapar da minha; O tempo passa lentamente mas quando nos apercebemos estamos quase em Abrir;  Ninguém pergunta nada, e assim ensinaram .
Está tudo bem, fazer o que há para fazer .
Está tudo bem , saudades e medos.
Está tudo bem, o dia de amanhã será um novo qualquer coisa.
Está tudo bem, oiço-me no meio de tudo.
Está tudo bem, tu estás bem ele está bem ela está bem, todos estamos bem.
Onde estamos mesmo?!
Está tudo bem, espero o fim de mais um dia e preparo responsabilidades que levo no bolso.
Está tudo bem, as vozes que julgam ser dignas continuam a falar mais alto que as outras.
Está tudo bem, ainda temos a cabeça sobre os ombros.
Afinal, não existe tempo para se perder.

Se falar para ti, talvez ele ou ela oiçam . Talvez eu consiga dizer mais do que "está tudo bem" . 


                                                                                                                                   Ella.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Hoje foi escrito assim.. E hoje..

Hoje escrevo para ti.
Cansei-me um pouco.. Há coisas que gostava que saissem da minha cabeça e tivessem o impacto que eu imagino que fossem ter.
Porque raio haveria de o tempo ser infalivel e fazer tudo ao contrário?
Esta vida de lá para cá .. rodeada de gente que vive pouco os segundos que passam, e só liga às horas, deixa-me assustada. Sabes a que me refiro?!
Dou comigo a pensar, dou comigo a procurar solução para estas palavras engasgadas que às vezes .. às vezes ficam por aqui. 
Uma leve melodia salva o momento, acalma o que em mim não sei explicar. Lembro-me que poderia ser inexplicavel mas era entendido num olhar.
É como os fantasmas, não acredito neles.. mas se um dia visse um ficaria sem reacção.. escrever-te é como ficar sem saber como seria essa dita reacção. - se estou louca?! Não apenas ..Apenas num ponto que já não me importaria de recapitular.

É errado , é errado procurar explicações para o que não tem sequer lógica. Mas a verdade é que sinto falta de coisas, sinto falta é verdade. Dizem que a saudade é aquilo que em nós nos lembra o que fomos... Quem fui? Quem foste?Quem fomos?
Provavelmente o canto mudou, provavelmente o caminho de encontro sofreu alterações, classicamente o perfume mudou e o estilo subiu. O inicio que ficou perdido no meio de um sitio ... ganhou espaço , ganhou mudanças.. mas nunca ganhou o que deveria. Perdi-me no meio de atitudes de compreensão, perdes-te com falta de atitudes. E a vida não passa por isso?! Por um desiquilibrio daquilo que equilibra o jogo?

Serei eu que não soube (e ainda não sei ) as regras ?! Ou jogou-se um jogo inventado - como se fosse o faz de conta?- onde poderia ser como fosse, e o que era, valia tudo. Não me queixo e não mudaria.
Em tempos, consegui fazer-te ver coisas de ti , que em mim faziam todo o sentido; em tempos encontrei em mim, aquilo que tu vias de mim . - confuso.
Não sou sadomasoquista, não sou paranoica .. Apenas vivo presa em momentos que gostava que fizessem valer o que sou e o que sei.. mas não encontro maneira se não aqui de expressar um pouco daquilo que gostaria de mudar .. Acho que vivemos com medo de mostrar realmente aquilo em que apostamos, por não saber o que fazer, nem por não ter um plano.. O problema é que não quero um plano, nunca precisei dele.. Apenas gostava de conseguir dizer o que ficou entalado na minha mente quando o momento me deu um empurrão e me mostrou que não seria suficiente para nada.

Hoje na minha sala, imagino o que poderia dizer se tivesse a agilidade de criar um tempo.
Falo de mais, mas aprendi que não devo nem posso pedir de mais.. Devo sim mostrar quem sou e o que quero a quem .. a quem imagino. 
O caminho é para a frente, e eu sei. Nunca quis andar para trás, mas quando penso.. Sei que poderia andar em várias direcções.. afinal o vento muda mas o pôr-do-sol não, em qualquer tempo ou lugar.
E coisas inexplicáveis encaixam onde fazem sentido.

                                                                                                                                  Ella.
http://www.youtube.com/watch?v=8inJtTG_DuU&list=RDUAm_uoV1z5k


 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Saiu , de repente.

Como sempre começou por ser em gatafunhos numa folha do caderno.

Decidi que estava na altura de parar porque posso. Não parei porque me pediram, não parei porque perdi nem porque ganhei. Parei porque sim.
Engraçado como ja sonhei com palavras aqui escritas, mas depois desaparecem e nunca mais digo da mesma forma.
O que se passa nestas rotinas?! Já ninguém sabe fugir delas?!
Alguém ainda se lembra do que é fazer alguma coisa sem ter algum pensamento ou algum receio ou até mesmo duvida se o que fará será "assim ou assado" ou se "estará bem ou mal" ou ainda.. "Se deve ou não deve"?
Somos obrigados a agir neste mundo rápido e fugaz. Não temos escapatória é necessário ser e fazer! Mas, e as pequenas coisas?! - de repente , paro de escrever e pergunto-me se sei o que são as pequenas coisas... porque até as grandes coisas chegam a ser desprezadas...

Não sei o que escrevo nem porquê e muito menos a quem. Mas sei de onde vem.
Normalmente não faço preocupação em escrever com lógica, não sei porque procuro, hoje, parecer bonita a escrever.
Talvez porque veja constantemente a necessidade de fazer tudo com sentido, este mundo vive tão preocupado com isso que não vê que há coisas que nunca serão reais se forem com sentido.
O tempo voa, e isso ninguém nega, é como que uma verdade incontestavel! E se nos momentos que parassemos vissemos o quanto muda(mos)? Se não houvesse medo em ver isso?
Hoje,  li "A verdade não tem temperatura". E não poderia achar mais que actual, não sabemos lidar com verdades... se alguém nos confronta com uma verdade ficamos "afrontados" e procuramos não reagir, defendemos-nos e perguntamos como é capaz de ser tão fria\o;  se não sabemos ver, perguntamos "porque raio estás a dizer isso?". Mas a verdade, é que a verdade ... é dita , e o mundo não deixa de girar por isso. A nossa capacidade de compreender verdades ditas ou sentidas (eventualmente) tem que acompanhar as nossas mudanças, tem que evoluir!



Neste pequeno tempo que precisei de "parar" no meu canto, pensei em tanta coisa... posso até dizer que delirei no extremo do pensamento. Mas aprendi , aprendi que o que fazemos é aquilo que nos faz mudar e crescer!
Aquilo que os outros nos são , faz-nos ser o que queremos! Daí ser tão importante ter quem nos quer bem por perto.. (?)









https://www.youtube.com/watch?v=putV0bUORp4



                                                                                                                                            Ella.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Palavra ..

Uma palavra.
Duas palavras.
Mil palavras.

E se neste mundo houvesse o cuidado e respeito pelas palavras?!
Será que já ninguém cuida a forma como expressa o que vai dentro do seu coração?! Da sua mente?!
Uma palavra muda a história.
Uma palavra cria sorrisos.
Uma palavra fere mais que uma faca.
O sonho permite-se atraves de palavras secretas.
O amor nasce em palavras puras..
A memoria arrasta-se e ampara-se nas palavras gastas.

Procuro-me se perdeu este mundo o cuidado em saber que uma palavra na hora certa faz a diferença num tempo.. numa vida.

Serei eu a vaguear em palavras?!
Será o tempo a escrever-me ?
Serão os meus olhos a querer mostrar o que vejo?!


Sei que palavras, palavras são pérolas que enchem a vida e ninguém entende o seu real valor !


                                                                                                                                                   Ella.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Hoje...

Cruzei as pernas "à chinês" na minha cadeira.
Decidi ter apenas a luz a meio termo , às vezes vê-se melhor.
Por vezes não sentimos peso de responsabilidade em nenhum ponto do nosso caminho... mas hoje senti , senti o peso de cuidar de quem não tem mais ninguem na vida e espera pacientemente que a sua velhice termine. Sinto que a solidão mora literalmente ao meu lado, na casa deste Senhor que um dia pensou que não terminaria assim.
Custa-me crer que não há solução em determinados pontos de ligação da vida, que apenas podemos ser "socorridos" se tivermos sorte , como o caso deste Senhor que teve a sorte de ter duas jovens como vizinhas e que perdem um pouco do seu tempo com ele.  E se não tivermos sorte?!

Eu nunca fui de acreditar muito na sorte.. Eu defini que a sorte depende das minhas pegadas, e da confiança que deposito no meu passo. Mas .. e aquilo que não controlamos?!
E apostamos "alto de mais" ou "baixo de mais"?

Eu sei que de mim ou de ti ou deles, depende o futuro.
A questão passa pelo medo que colocamos dentro do bolso , o medo da "sorte ou azar" .
Deveremos nós deixar ?!
Não podemos apenas gastar todas as energias a fazer o que achamos bom e correcto para nós e para aqueles que estão perto e depois serenamente desfrutar?!

                                                                                                                                                       Ella.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Fim de tarde :


Deixa , é só .
A alma descansa quando a cabeça desliga o funcionamento do corpo.
Descobrir um tesouro dentro de um pequeno minuto, seria um sorriso.
Pergunto-me o que vêm nas mascaras e conversas fiadas, livrem-se disso..eu descobri melhor .
Respirar o pequeno perfume que encaixa no pedido, ouvir o nome e responder com um sorriso,  entregar um pequeno mimo de fim de dia a si próprio, começar a manhã com um café que queima nas mãos sonambolas.

Se perguntarem por mim, decidi ir ali e ser um pouco de qualquer coisa própria. 
Espera-se demasiado do mundo, das pessoas, dos animais...
Não se vive no meio da razão constantemente, é preciso quebrar um pouco e sentir apenas.
Gosto quando viajo sem sair do meu cantinho e idealizo... Espera-se cumprir, mas sem pressão pré-fabricada.

.. Tentar não custa, e a cada segundo há pequenas diferenças a serem feitas na vida, no mundo .
Há o calor a ser procurado onde sabemos que podemos encontrar . Há o sentido de verdades que se vão construindo, há a chuva que serve de desculpa para fazer o que se diz ter vergonha.

Afinal... "Cada um pode com a força que tem, na leveza e na doçura de ser feliz." 
Que não se deixe de marcar a diferença pelo que se é, por aquilo que se possui dentro da caixinha "Alma".

                                                                                                                                         Ella.

domingo, 12 de janeiro de 2014

É importante : cada dia.

Tenhoo pela frente um quadro que me leva a viajar.
Tenho na minha cabeça pensamentos que me fazem querer viver mais coisas .
A vida é isto e aquilo, sem grandes explicaçoes.
Encontrei finalmente o momento que tanto procurei : Equilibrio e certeza que agora sou eu e eu.
Deixar finalmente pedras pelo caminho, sim pedras... pesava demasiado. Agora nao tenho nada mais do que aquilo que queria. 
A vida é engraçada, coloca desafios.. e esses desafios fazem-nos reflectir em tantos e diversos campos da nossa vida.
Não há mesmo tempo certo para dizer "isso ou aquilo", é preciso entender que se sentimos necessidade de dizer é porque é o momento e que talvez não volte a haver oportunidade. Devemos seguir o que nos faz bem, mesmo sem saber o que significa ao certo. Devemos apenas..
Devemos construir nas nossas vidas algo que ao olharmos para o que se vai vivendo consigamos sorrir e dizer: é isto! 
Acordar e sentir que há o valor de cada coisa, que há o minuto em que somos lembrados pelo que somos e por aquilo que são para nós. 
Se vivermos de pés par
a o ar, devemos procurar encontrar a visão clara . Se vivemos com os pés demasiado assentes.. devemos procurar encontrar um degrau que nos deixe ficar um pouco mais nas nuvens por momentos.

Afinal, o que somos é aqui e agora. Com o que temos e com o que criamos.
Se perguntamos demasiado se devemos, perdemos o que queremos.
Se arriscamos demais à procura de outra coisa só porque sim, ficamos com pouco .
É bom sentir e pensar que todos os dias, devemos fazer o que achamos correcto e que sabemos que irá ser bom.

                                                                                                                                           Ella.