Cruzei as pernas "à chinês" na minha cadeira.
Decidi ter apenas a luz a meio termo , às vezes vê-se melhor.
Por vezes não sentimos peso de responsabilidade em nenhum ponto do nosso caminho... mas hoje senti , senti o peso de cuidar de quem não tem mais ninguem na vida e espera pacientemente que a sua velhice termine. Sinto que a solidão mora literalmente ao meu lado, na casa deste Senhor que um dia pensou que não terminaria assim.
Custa-me crer que não há solução em determinados pontos de ligação da vida, que apenas podemos ser "socorridos" se tivermos sorte , como o caso deste Senhor que teve a sorte de ter duas jovens como vizinhas e que perdem um pouco do seu tempo com ele. E se não tivermos sorte?!
Eu nunca fui de acreditar muito na sorte.. Eu defini que a sorte depende das minhas pegadas, e da confiança que deposito no meu passo. Mas .. e aquilo que não controlamos?!
E apostamos "alto de mais" ou "baixo de mais"?
Eu sei que de mim ou de ti ou deles, depende o futuro.
A questão passa pelo medo que colocamos dentro do bolso , o medo da "sorte ou azar" .
Deveremos nós deixar ?!
Não podemos apenas gastar todas as energias a fazer o que achamos bom e correcto para nós e para aqueles que estão perto e depois serenamente desfrutar?!
Ella.

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