sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Escolhi escrever novamente .

[Há tempos que não escrevo, foi um final de ano "mexido", de reajustes a nova cidade, a novos hábitos, a novas pessoas. A novos começos.. atribulados e vazios simultaneamente feliz.
Este papel é mesmo assim, só consegue ser útil quando surge um momento de "lucidez linguística"
Hoje escrevi vários rascunhos, deve ter sido de estar só e no meu cantinho ...(  - que já ganha formas e confortos particulares , a propósito. ) O frio é mais que muito, a serra já se vê branca e as imagens que capto diariamente ajudam os dias fluir. ]

https://www.youtube.com/watch?v=Hh-0y8Qe0Sw

Escolhe as tuas palavras, assim como escolhes os teus actos.
Frio mantém o nosso corpo alerta e a nossa mente desperta, para sentir e para agir.
O cansaço escolhe fases, e nós escolhemos a forma de lidar.
Não sei bem se digo as coisas pela ordem correta ou se acerto no que digo. Nunca se dá conselhos que não sejam reciclados por nós mesmos.
A ironia das pessoas ou em pessoas… estou indecisa.
Troquem a ordem, troquem o sentido. Há demasiadas voltas viciadas, há poucas imagens iguais as que vejo e não consigo passar a palavras. Desviem o sentido da razão. Há demasiada atenção alheia.
Sonho com sonhos improváveis que me permitem sair deste mundo e me levam literalmente para o faz de conta, acordem a vida está por baixo da almofada.
Se perguntarem por mim, estou a descobrir como fazer mudanças e aceitar que está em mim o sujeito activo do presente.

Pudesse eu transcrever apenas os pensamentos que me fazem companhia todos os dias, teria mil papéis todos os dias. Mas ainda estou a conseguir lidar com a incapacidade de transcrever esta língua. 

Deixem lá os clichés de zonas de conforto, vivam se faz favor e vão aprendendo com quem têm ao lado e com aquilo que fazem a vocês mesmos. – este conselho já é reciclado. 

Ella.