"As palavras não são inocentes"
Achei curioso começar assim..Estive afastada deste papel. Achei que não conseguia escrever, afinal há alturas em que não paramos para dizer o que pensamos.
Ah e eu pensei , penso tanto.
Regressei à cidade, regressei à toca.. Mas , encontro perguntas familiares às quais decidi não responder.
pedir não custa - dizem eles! porque talvez nao peçam até não haver mais.
Dou por mim a pedir mais, mas .. o que é esse "mais"? Não entendo o que procuro se não sei o que me falta. E se não sei o que me falta como pode faltar sem ser notado?!
Fartei-me um pouco de querer . Agora desfruto de chás no fim do dia com a chuva na janela e com musica que me faz companhia.. Agora Leio um livro com uma luz perto da cabeceira e adormeço.
Não sei se vivo só ou apenas vivo .
Sinto falta , sinto. Mas decidi preencher com pequenas coisas que (só) eu encontro , a chuva nos meus pés noo caminho para o autocarro, o sorriso de pessoas que vagueiam pelo mesmo passeio que eu, o conforto de pessoas amigas que me esperam (mesmo quando não sabem o que penso) . Caixas em cima do guarda-fato que me diz que vivi coisas intensas. Tudo isto são o que vai entrando no meu quotidiano, chega?! Não .. mas decidi esperar , e deixar ir. Pode ser que o problema não seja meu.
Ella.
http://www.youtube.com/watch?v=3uA_ya8DcLs
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