quarta-feira, 2 de outubro de 2013

De volta

"As palavras não são inocentes"

Achei curioso começar assim..Estive afastada deste papel. Achei que não conseguia escrever, afinal há alturas em que não paramos para dizer o que pensamos.
Ah e eu pensei , penso tanto.
Regressei à cidade, regressei à toca.. Mas , encontro perguntas familiares às quais decidi não responder.
pedir não custa - dizem eles! porque talvez nao peçam até não haver mais.
Dou por mim a pedir mais, mas .. o que é esse "mais"? Não entendo o que procuro se não sei o que me falta. E se não sei o que me falta como pode faltar sem ser notado?!
Fartei-me um pouco de querer . Agora desfruto de chás no fim do dia com a chuva na janela e  com musica que me faz companhia..  Agora Leio um livro com uma luz perto da cabeceira e adormeço. 
Não sei se vivo só ou apenas vivo . 
Sinto falta , sinto. Mas decidi preencher com pequenas coisas que (só) eu encontro , a chuva nos meus pés noo caminho para o autocarro, o sorriso de pessoas que vagueiam pelo mesmo passeio que eu, o conforto de pessoas amigas que me esperam (mesmo quando não sabem o que penso) . Caixas em cima do guarda-fato que me diz que vivi coisas intensas. Tudo isto são o que vai entrando no meu quotidiano, chega?! Não .. mas decidi esperar , e deixar ir. Pode ser que o problema não seja meu.
                                                                                                                                             
                                                                                                                                               Ella.

http://www.youtube.com/watch?v=3uA_ya8DcLs



Sem comentários:

Enviar um comentário