sexta-feira, 4 de maio de 2012

Senta-te ..

E se te mandar agora sentar aí, durante o tempo ilimitado?

Ouvires coisas que escolho com uma roleta russa, cansada de esperar.
Procurei forças e não as encontrei, resolvo então agora agarrar-me a mim, e ao que dentro de mim escolhe quem sou. Não posso ser quem não quero, sou mar de pensamentos infinitos que não largo nem desvendo.
Essa cadeira vazia procura uma figura que aceite o testemunho de presença segura, e disposta. Que não me imponha limites à voz e muito menos ao coração
Se mostrar o que ambiciono deixa de ser um tesouro, mas não será hora de deixar o medo debaixo do tapete e agarrar o futuro e o sonho? Levantar-me deste sitio confortável e procurar o que preciso e não tenho...
Trazer-te palavras desconhecidas serve-me de consolo por ter em mim saudade, a saudade do conforto de pequenas coisas que agora já são banais e nem tu sabes o que foram.
Ouve as minhas palavras mudas misturadas nesta melodia, que procura o mais requintado ouvinte que sabe esperar.
Protege-me por favor, manda-me guiar os meus passos que sei que são determinados, só não são bem-mandados, expulsa-me do confortável lugar onde escrevo e escondo o que tanto quero mostrar...
Se preferires não te sentes, fica por aqui às voltas enquanto eu tento perceber quem poderás ser em mim.


                                                                                                                                               Ella.


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