E se te mandar agora sentar aí,
durante o tempo ilimitado?
Ouvires coisas que escolho com
uma roleta russa, cansada de esperar.
Procurei forças e não as
encontrei, resolvo então agora agarrar-me a mim, e ao que dentro de mim escolhe
quem sou. Não posso ser quem não quero, sou mar de pensamentos infinitos que
não largo nem desvendo.
Essa cadeira vazia procura uma
figura que aceite o testemunho de presença segura, e disposta. Que não me
imponha limites à voz e muito menos ao coração
Se mostrar o que ambiciono deixa
de ser um tesouro, mas não será hora de deixar o medo debaixo do tapete e
agarrar o futuro e o sonho? Levantar-me deste sitio confortável e procurar o
que preciso e não tenho...
Trazer-te palavras desconhecidas
serve-me de consolo por ter em mim saudade, a saudade do conforto de pequenas
coisas que agora já são banais e nem tu sabes o que foram.
Ouve as minhas palavras mudas
misturadas nesta melodia, que procura o mais requintado ouvinte que sabe
esperar.
Protege-me por favor, manda-me
guiar os meus passos que sei que são determinados, só não são bem-mandados,
expulsa-me do confortável lugar onde escrevo e escondo o que tanto quero
mostrar...
Se preferires não te sentes, fica
por aqui às voltas enquanto eu tento perceber quem poderás ser em mim.
Ella.

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