Voltei à partida, ao ponto do 0, mas parece que cheguei para ouvir "Chegada".
Uma vez, enquanto fazia os caminhos de Santiago ouvi "Uma chegada é sempre uma nova partida"... talvez seja isto.
Neste banco recolho-me ao silencio, esperando. Sem saber o que digo.
A esperança existe em cada um, porem este banco faz ecoar o vazio que tenho no lugar dela. Sou louca, comecei a andar e vim aqui parar, à espera de encontrar o que quero dizer. Mas neste momento o que oiço são memorias deste lugar que,na partida era tão simples e cru e agora nesta suposta chegada se torna violentamente preenchido.
As pessoas passam ao meu lado e conversam , olham para isto com o olhar de uma primeira vez, de descoberta. E eu não entendo como não sentem medo de fazer tudo ficar guardado nas suas memorias. Depois eu falo (comum ar de poucos amigos, como se não acreditasse que eu própria poderia pensar isso) comigo mesma, mostro aquilo que sempre acreditei : - Não há medo em querer conhecer, não há medo em preencher lugares, não há medo de amar. Não DEVERÁ haver medo de chegar...
O que for será...
Depois o silencio fará o seu trabalho.
O vento quer levar estas folhas de guardanapo,que por sorte estavam dentro da minha mala (normalmente não tenho quase nada de útil dentro dela) . Mas não, o vento não irá levar nada... Neste momento só poderá trazer novas coisas.
Ella.
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