quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Se não sonho mais, de que vivo?!



            Quando vejo a cor de uma história, que me desperta a atenção para a aposta que devemos colocar na vida, os meus olhos seguem todo o movimento, a minha cabeça eleva-se para lá daquilo que eu própria compreendo, o coração bate sem vontade de abrandar.
            Todos nós somos uma figura incompreendida, uns mais que outros. Mas que seria de nós se não fossemos acompanhados por pessoas que carinhosamente tentam compreender-nos? Podería cada um de nós  defender o seu próprio castelo sem essa ajuda?
            Essas tais pessoas também são incompreendidas, mas mesmo assim não largam, sofrem o passado no presente com medo do futuro! A realidade é que muitas das vezes sentem a necessidade de tentar compreender os outros para que com o enlace no desconhecido descubram o que procuram, ou melhor, sejam descobertos.
            Qual é o medo de deixar a nossa mente exposta ao sonho? O sonho não é um buraco que surge quando nossos olhos se fecham na hora que nos deitamos e esperamos por mais um dia de rotina, pelo contrário, podemos sonhar no carro, no caminho para a escola, numa simples ida ao supermercado. Não temos que descodificar sonhos, temos que saber vive-los.
            A dificuldade desta vida está, na maioria das vezes, no toque das mãos das pessoas, que não sabem sentir o calor do afecto, a frescura do amor, o cheiro do carinho, o frio da insegurança, o áspero da solidão.
            Afinal se nos sentimos prisioneiros de nós próprios como poderemos gritar ao mundo que estamos aqui?
            Procuramos o certo e o bem. Mas irracionalmente fazemos o mal e sentimos o errado. Mas é nesse momento que correm para nós aqueles que atentos perguntam “porque é que fizes-te isso?” E se não tiver vontade de responder, que diferença fará?
            Sinto-me a divagar, (para não variar!). Deixo os meus dedos procurarem a letra certa que rapidamente tenta acompanhar os meus pensamentos. Será por constatar que a vida é uma incógnita, que não serve de nada não sonhar enquanto a vivemos, que tudo passa pelo necessidade de defender aquilo que sentimos?! Se for eu quero continuar neste caminho.
            Há pessoas que lidam consigo próprias constantemente, outras estão constantemente em plena negação, não conseguem chegar a mensagem que pretendem transmitir e ninguém faz o razoável para ajudar, o mundo lá fora é assim.

            Mas porque não pensar que se sonharmos ficamos igualmente incompreendidos mas apenas mais felizes?

                                                                                                Ella .

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