quarta-feira, 14 de maio de 2014

Adivinhar (-se) ..

Estes dias, de um lado para outro. Mas na realidade eu sei bem onde precisava de estar.
Estas noites, onde o trabalho enche o chão a mesa e o sofá. Mas a realidade é que pulam palavras sentidas que gostavam de "sair".

Hoje, conclui ,perdida entre a observação da calçada no fim de tarde quente... Conclui que não é tempo de ficar com coisas por dizer. mas hoje optei por calar novamente.
Invisibilidade? - Como era bom se conseguisse transferir tudo o que penso para uma caixa e deixar na morada.
Não adivinhas?!
Eu prendi o perfume e selei a memória.
Não adivinhas?!
Optei por cuidar, e valorizar o que tenho.
Não adivinhas?!

Quantas vezes me encontro perdida em "derivados de sonhos" , e digo para mim mesma que assim não pode ser. Mas a realidade é que vivo com o medo dentro dos meus tênis, esse medo que me fez.
Não adivinhas?!

Por saber o bem que (te) tenho, calo-me.
Mas assim, não fica um ponto morto? Que poderá ser tão dificil de explicar ?
Não adivinhas?

Foge-me a razão, e logo encontro mil e uma razões..
Não sabes?!

                          Quem faz o que quer pela mão da verdade?
                           Posso parar o tempo e prender um copo de vinho ?
                          Escrever não ajuda na medida que não se adivinha...
                                                       ... Pois adivinhar.. é proibido.

                                                                                                                                                 ELLA.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Palavras (Des)conectadas .

https://www.youtube.com/watch?v=JDZaiM8oAOU



Quando vires que  passa, e não há retorno. 
Quando ouvires e não souberes o que dizer , por não ser o correcto.
Cruzei as pernas, abri uma janela. 
Chega de papeis onde parece tudo organizado e feliz. 
Se não está, é tempo de o fazer estar.
Já vamos em Maio, e eu nem dou conta de que dia. 
Não peças que te entendam, entende-te tu.

Que tempos estes, que nem escrever resulta. Quantas folhas comecei e não terminei por me perder sem saber ao certo o que estava a escrever. E quem diz escrever, diz falar.
O ponto de ebulição, aquele em que tudo precisa ser reorganizado e não se sabe bem por onde ir. Esse mesmo.
Entendo que as pessoas, são muito .. mas também são pouco. Não vivo revoltada com isso, acho que já aprendi a entender desta maneira. Mas, ao olhar para lá do meu canto, pergunto-me por onde devo procurar fazer mais. Há demasiado transito de pessoas,carros, ideias e de rotinas.
Dou por mim a desejar , mas porquê desejar se posso fazer das minhas coisas algo maior?!

Não se entende que por vezes devemos ter cuidado onde pisam as nossas palavras e principalmente as nossas acções?
Ouves-te a ti, e não perguntas ao que está ao teu lado se está bem.
Acordei um dia e vi que nada é assim tão real. Que é preciso contornar egoismos e principalmente é preciso viver de força individual .
Estou bloqueada, e estas palavras não se relacionam, mas hoje neste fim de dia.. é só a vontade de tentar libertar qualquer coisa que me consome uma ponta de alma.

Alma?! Afinal, de que se alimenta "isso"? De sucessos profissionais? De relacionamentos (que detemos como certos) ? De carinhos? De conversas? De quê?


- Há em todos os meus dias, um momento que recordo o tempo que "aqui vivo" .. por vezes sinto que não foi o que pensava. Mas depois vejo que foi o que tinha que ser. Não acontece o mesmo com sonhos?


                                                                                                                                 Ella.